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O outro lado do discipulado PDF Imprimir E-mail
Ter, 10 de Fevereiro de 2015 02:09

Quando andavam pelo caminho, um homem lhe disse: "Eu te seguirei por onde quer que fores". Jesus respondeu: "As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça". A outro disse: "Siga-me". Mas o homem respondeu: "Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai". Jesus lhe disse: "Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus". Ainda outro disse: "Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e me despedir da minha família". Jesus respondeu: "Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus" (Lucas 9.57-62).

O discipulado cristão pode ser visto por dois lados. Primeiro o lado romântico, das realizações. Ler os Evangelhos ou ainda, o livro de Atos dos Apóstolos, e ver o que esses seletos homens fizeram pelo poder de Deus é algo surpreendente. Para glória de Deus, em favor dos pecadores, na autoridade do nome de Jesus, operaram muitos sinais e prodígios e o Evangelho assim era anunciado. Parece uma oportunidade e tanto viver isso novamente. Entretanto, até chegar ao ápice da missão, tem o outro lado. Tem o tempo de preparação, as renuncias, as lágrimas secretas, as incompreensões, a luta interior entre a razão e a fé, entre o óbvio e o inexplicável, a discrepância entre a lógica humana e o agir de Deus, conviver em comunidade com pessoas que pensam diferente, que atravessaram experiências diferentes.

Para ser discípulo de Jesus existem etapas que devem ser respeitadas, não porque a igreja impõe, mas porque para tudo na vida existe tempos e estações. Do mesmo modo que uma pessoa não nasce falando e desde a mais tenra idade não consegue compreender a complexidade da vida, assim também para ser discípulo de Jesus não é possível da noite para o dia.

Forçosamente, muitos antes do tempo tentam abreviar as coisas, querendo transparecer virtudes que ainda não possuem, dons que ainda estão sendo aperfeiçoados e uma vida dissimulada que precisa ser transformada.

Jesus nunca se deixou persuadir por conhecimento científico, presentes caros, títulos sociais, credenciais executivas, reconhecimento popular, entre outros. Nada disso pode enternecer o Nazareno.

Pelo afrouxamento nessa questão, enfrentamos uma superficialidade sem igual no movimento cristão. Gente sem hombridade, sem vida com Deus, tentando como Simão o mágico, o protótipo do falso convertido (At 8.9-20), comprar o poder de Deus com dinheiro. Sem dúvidas tentam também com outros meios.

No Evangelho de Lucas 9.57-62, Jesus alertou alguns que vieram do meio da multidão lhes fazendo juras de amor, que eles não estavam prontos para enfrentar o que pensavam que podiam. Era melhor pensarem bem, naquele momento permanecerem no meio da multidão e não ousar a segui-lo se não estivessem dispostos pelos menos a três coisas: Em primeiro lugar, a renunciar tudo e viver na dependência Dele. “Quando andavam pelo caminho, um homem lhe disse: "Eu te seguirei por onde quer que fores". Jesus respondeu: "As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça” (Lucas 9.57-58).

Não era o fato de não poder possuir nada, não poderia haver amarras. Se o Pai mandasse ir, não poderia ter circunlóquios ou qualquer apego. Como disse o apóstolo Paulo: “...pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo” (2 Co 6.10b).

Em segundo lugar, atender com prontidão. “A outro disse: "Siga-me". Mas o homem respondeu: "Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar meu pai". Jesus lhe disse: "Deixe que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, vá e proclame o Reino de Deus" (Lucas 9.59-60). Para ser preparado é preciso começar, deixar de ser um seguidor casual, ou seja, quando lhe convém, só assim poderá aprender. Não espere envelhecer, cumprir os seus próprios interesses para só depois querer cumprir os propósitos de Deus. Nunca é tarde para começar ou recomeçar, mas não tenha dúvidas. Não existe como resgatar o tempo. Os anos que você desperdiçar ou desperdiçou longe de Deus não podem ser retomados. Então olhe para frente, assuma as responsabilidades e aproveite a ocasião para começar a entender o que não aprendeu a vida toda, mas em humildade.

Por último, perseverança. Essa virtude é irmã da constância. Se diante do primeiro obstáculo já demonstrar sinais de desinteresse ou desejo de retroceder, é porque nunca experimentou uma verdadeira transformação. “Ainda outro disse: Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e me despedir da minha família. Jesus respondeu: Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus" (Lucas 9.57-62).

Muitos querem ir, mas são reféns dos seus vícios, caprichos, ressentimentos, mágoas, espírito de autocomiseração; sendo assim não conseguem permanecer e logo arrumam uma desculpa do tipo: “Deixa-me primeiro voltar e me despedir da minha família”. Parece que alguma coisa o impediria de voltar. “Mas o meu justo viverá pela fé. E, se retroceder, não me agradarei dele" (Hebreus 10.38).

Que tenhamos a atitude dos que permanecem, mesmo enfrentando os dissabores, sendo confrontados dentro dos nossos conceitos errôneos, em lágrimas, contudo, aprendendo com Jesus e com os seus fiéis porque Ele deixou escrito: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que eu lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos" (Mateus 28.19-20).

Paz seja convosco!

Pr. André Santos

pastorandresantosoficial

Última atualização em Qua, 11 de Fevereiro de 2015 02:24
 

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